(foto: iStock)Ministério da Saúde amplia proteção à identidade de gênero no SUS
O Ministério da Saúde publicou novas oficiais que reforçam a obrigatoriedade do uso do nome social às pessoas trans, travestis e não binárias que utilizam o SUS (Sistema Único de Saúde).
A pasta também limitou o acesso a informações sensíveis, como o sexo atribuído ao nascimento. A medida, segundo o governo, busca reduzir situações de constrangimento e discriminação ainda comuns nos serviços de saúde.
As diretrizes foram detalhadas em duas notas técnicas elaboradas pelo Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs. A primeira determina que todos os serviços de diagnóstico e cuidado utilizem o nome social ou o nome civil já retificado, acompanhado da identidade de gênero informada pela pessoa atendida.
A nota técnica 243 estabelece que o sexo atribuído ao nascimento deve permanecer restrito apenas aos prontuários e sistemas internos, acessível exclusivamente à equipe de saúde. O ministério explica que essa informação continua necessária para garantir segurança clínica em situações específicas, como a interpretação de exames, prescrição de medicamentos, rastreamentos oncológicos ou acompanhamento hormonal.
Outra mudança é que, para atualizar o nome social nos sistemas que controlam exames e medicamentos, como o Siscel e o Siclom, não será necessário apresentar qualquer comprovação documental. Basta que a pessoa solicite o ajuste. A pasta reforça que a medida busca assegurar que o SUS seja um espaço de cuidado sem violência simbólica, reforçando o direito básico de ser chamado e reconhecido por quem se é.

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