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Atletas LGBTQIA+ no esporte: Brasil em destaque e marcos históricos

Cada vez mais atletas se assumem abertamente
23/01/2026 12:35
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Bandeira LGBTQIAPN+(foto: Rob Maxwell na Unsplash)

Bandeira LGBTQIAPN+

O Brasil recentemente figurou entre os países com o maior número de atletas abertamente LGBTQIA+ nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Foram 24 atletas, o dobro em comparação com Tóquio, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com 29.

A representatividade LGBTQIA+ no esporte tem ganhado cada vez mais espaço, inclusive no universo digital, onde aplicativos de apostas que destacam atletas de diferentes perfis refletem essa diversidade. Saiba quando apostar e quando parar.

Panorama global: crescimento e representatividade nos Jogos

Cada vez mais atletas se assumem abertamente LGBTQIA+. Esse crescimento não acontece do nada, mas sim por um impulsionamento claro de fatores:

  • Efeito cascata: quando uma atleta se assume e é acolhida, outras percebem que não estão sozinhas e que existe espaço para viver a identidade com menos medo;
  • Maior profissionalização da proteção institucional: comitês, clubes e federações vêm criando, ainda de forma desigual, dependendo do país e da modalidade, mais protocolos, códigos de conduta e mecanismos de denúncia, o que reduz o custo pessoal da visibilidade;
  • Mídias e redes sociais: atletas conseguem contar a própria história diretamente, sem depender apenas de “porta-vozes” ou de enquadramentos tradicionais da imprensa, o que amplia o alcance e fortalece redes de apoio.

Historicamente, mulheres aparecem em maior número entre atletas assumidas. Já a presença trans e não binária tende a oscilar de acordo com regras e restrições de federações e competições, pois é um tema que pede cobertura cuidadosa, contextualizada e atenta às políticas que moldam quem consegue competir com segurança e dignidade.

Ídolos e conquistas: referências LGBTQIA+ no esporte

A representatividade fica mais forte quando vem acompanhada de alto rendimento e legado, e isso existe em várias modalidades. Vamos para alguns exemplos famosos!

Martina Navrátilová

Martina Navrátilová é uma das maiores tenistas da história, recordista de títulos, e virou também um símbolo global de visibilidade LGBTQIA+. Após se revelar bissexual ao jornalista Steve Goldstein (New York Daily News), foi exposta publicamente.

Porém, ela transformou o episódio em força e, mais tarde, passou a atuar de forma constante na defesa dos direitos LGBTQIA+, criticando a homofobia na mídia e participando de marchas, campanhas e ações políticas, mesmo após enfrentar o câncer de mama.

Billie Jean King 

Billie Jean King, ex-número 1 do mundo e dona de uma carreira repleta de títulos, cresceu em uma família cristã conservadora, casou-se em 1965 com Larry King e, durante o casamento, passou a compreender melhor sua sexualidade.

Embora não tenha se assumido publicamente naquele momento, a sua orientação veio a público no início de 1981, a partir de um processo de pensão alimentícia movido por sua ex-parceira, Marilyn Barnett, o que resultou na perda de grande parte de seus patrocínios e contratos publicitários, mas desde então, ela se tornou uma ativista engajada pelos direitos LGBTQIA+.

Ian Thorpe

Ian Thorpe, ícone australiano do nado livre e um dos nadadores mais premiados da história, foi o grande destaque das Olimpíadas de Sydney 2000 ao conquistar três ouros e duas pratas.

Após anos negando rumores sobre sua homossexualidade, ele se assumiu publicamente em 2014, em entrevista à BBC, afirmando que ninguém deveria se sentir como ele se sentia e que todos merecem estar confortáveis consigo mesmos, revelando também uma longa luta interna marcada por depressão, alcoolismo e abuso de drogas, que o levou à reabilitação.

Os nomes do Brasil

O Brasil também conta com diversos esportistas que se assumiram, como:

  • Arthur Nory (ginástica): bronze no Rio 2016, assumiu namoro com João Otávio Tasso em 2021.
  • Babi Arenhart (handebol): goleira que levanta a bandeira LGBTQIA+ e fala abertamente sobre preconceito.
  • Beatriz Ferreira (boxe): bicampeã mundial e prata em Tóquio, namora Ana Carolina Azevedo.
  • Gabi Guimarães (vôlei): teve relação discreta com Sheilla Castro, nunca assumida publicamente.
  • Marta (futebol): maior nome da história do futebol feminino, namora a colega Carrie Lawrence.
  • Rafaela Silva (judô): ouro no Rio 2016, é casada com a judoca Eleudis Valentim.
  • Rosamaria Montibeller (vôlei): medalhista olímpica, namora a advogada Cristal Mastrangelo.

Próximos passos: legado, base e inspiração para novas gerações

O legado da visibilidade de atletas LGBTQIA+ no esporte vai além de medalhas e recordes. Ele se consolida na criação de ambientes mais seguros desde a base, onde jovens atletas possam treinar e competir sem medo de discriminação, esconderijos ou abandono precoce. 

Quando referências assumidas ocupam o alto rendimento, elas ampliam o imaginário do que é possível, fortalecem a autoestima de quem está começando e pressionam clubes, escolas e federações a adotarem políticas de acolhimento, formação de treinadores e protocolos de proteção. 

Dessa forma, a representatividade deixa de ser apenas simbólica e se transforma em ferramenta concreta de permanência, desenvolvimento e inspiração para novas gerações de atletas LGBTQIA+.

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