(foto: Reprodução/Instagram)Erika Hilton
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) propôs, em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o reconhecimento do pajubá como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, destacando a importância do dialeto como ferramenta de resistência, identidade e sobrevivência de pessoas trans e travestis ao longo da história.
Através das redes sociais, a parlamentar deu detalhes: “Neste Mês da Visibilidade Trans, em parceria com a @Antra.Oficial, estou propondo o reconhecimento do Pajubá como Patrimônio Imaterial da cultura do nosso país”, declarou.
Erika Hilton também ressaltou a profundidade histórica e cultural do dialeto, que carrega influências da ancestralidade africana e das religiões de matriz africana. “Há décadas, o dialeto influenciado pela nossa ancestralidade, que surge como meio de resistência, se desenvolve pelas bocas das pessoas trans, travestis e LGBTQIA+ como um todo”, afirmou.
O pajubá, hoje reconhecido na cultura popular, segue sendo um marcador de identidade e memória coletiva. “Hoje, o Pajubá influencia a própria língua portuguesa e está cada dia mais presente em diálogos comuns, de pessoas que sequer fazem ideia da história dos termos que usam. E reconhecer o Pajubá como Patrimônio Imaterial é reconhecer a sua importância enquanto mecanismo de sobrevivência. É reconhecer as pessoas trans e LGBTQIA+ como pessoas de direitos, e de culturas”, disse ela.

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