(foto: iStock)Caso de agressão contra homens gays resulta em rara condenação no Quênia
Dois homens foram condenados à prisão por atacar e roubar duas vítimas gays no Quênia, em um caso que considerado raro pelo histórico de crimes contra pessoas LGBTQIA+ no país do leste africano.
A sentença, definida no último dia 3 de março, pelo Tribunal de Milimani, em Nairóbi, determinou uma pena de 15 anos de prisão por roubo com violência para Abel Meli e outro envolvido no ataque. Para organizações de direitos humanos, a decisão representa um passo importante em um contexto marcado por dificuldades no reconhecimento das vivências em diversidade.
O crime teve início quando duas vítimas, na faixa dos 25 anos, marcaram um encontro com um homem com quem vinham conversando pelo Facebook. Ao chegarem à residência, outros três homens apareceram no local e iniciaram uma sequência de agressões. Durante horas, os jovens foram espancados e tiveram seus telefones, carteiras e roupas roubados pelos criminosos, que também passaram a extorquir dinheiro das vítimas por meio de ameaças.
Segundo relatos, os homens foram obrigados a telefonar para familiares e amigos pedindo transferências bancárias enquanto eram ameaçados pelos agressores. Uma das vítimas, relatou, ao jornal The Guardian, que tentou reagir durante o ataque. “Tentei resistir e quis revidar”, disse.
“Foi então que um deles pegou uma faca, apontou para mim e disse: ‘Se você não cooperar agora, vou te esfaquear e te jogar pela janela’”, relatou. No total, cerca de 100 mil xelins quenianos - em torno de R$ 3,9 mil - foram transferidos para as contas dos criminosos. Após o episódio, as vítimas receberam apoio para denunciar o caso às autoridades, o que levou à prisão dos agressores.
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