(foto: Reprodução)Ex-soldados denunciam abuso sexual e violência em batalhão do Exército em Maceió
Cerca de dois ex-integrantes do Exército Brasileiro recorreram à Justiça e realizaram denúncias graves de violência e abuso sexual ocorridos dentro do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, localizado no bairro do Farol, em Maceió (AL).
As acusações foram encaminhadas ao Ministério Público Federal na última sexta-feira (10), que passou a avaliar a competência para conduzir as investigações, tendo em vista que os casos envolvem militares da ativa.
Pablo Vince Pereira da Silva, de 20 anos, um dos denunciantes, afirmou ter sido vítima de abuso sexual em setembro de 2025, enquanto ainda servia como soldado. Segundo seu relato, o episódio ocorreu enquanto dormia, quando um colega teria encostado o pênis em seu rosto, enquanto outro militar registrava tudo em vídeo.
"Estava há um ano e quatro meses no Exército, já tinha cumprido o período obrigatório e podia permanecer por até sete anos. Estou fazendo tratamento médico e tomando medicação controlada por conta dessa situação. Laudos médicos apontam que fiquei com sequelas por causa disso", desabafou, em entrevista ao portal g1.
A segunda denúncia, também entregue ao MPF, descreve uma situação classificada pela defesa como tortura. O ex-militar, que preferiu não se identificar, teria sido levado à câmara fria do quartel em junho de 2025, onde foi forçado a se despir, colocado de cabeça para baixo e agredido fisicamente por mais de dois minutos. Segundo o advogado Alberto Jorge, participaram da ação um sargento, quatro cabos e um soldado.
Nos documentos apresentados, a defesa pede que os dois ex-soldados sejam transferidos para a reserva remunerada, além de receberem indenizações por danos morais, materiais e psicológicos. O advogado também denuncia um ambiente de abusos recorrentes dentro da corporação.
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