Caso de polícia

Cabeleireiro esfaqueado pede investigação por tentativa de homicídio homofóbico

Defesa aponta homofobia em ataque contra profissional esfaqueado por cliente
11/05/2026 09:29
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Cabeleireiro esfaqueado pede investigação por tentativa de homicídio homofóbico(foto: Reprodução/Instagram)

Cabeleireiro esfaqueado pede investigação por tentativa de homicídio homofóbico

O cabeleireiro Eduardo Ferrari, esfaqueado por uma cliente dentro do próprio local de trabalho, na zona Oeste de São Paulo, foi encaminhado à Justiça.

A defesa do profissional anunciou que pretende acionar o Ministério Público para que o crime deixe de ser tratado como lesão corporal e passe a ser enquadrado como tentativa de homicídio com motivação homofóbica. O episódio aconteceu na última terça-feira (5) e, havia sido inicialmente registrado no 91º Distrito Policial (Ceasa) como lesão corporal, ameaça e autolesão.

De acordo com a advogada Quecia Montino, a agressão foi “repentina, desproporcional e violenta”, ocorrendo pelas costas, o que reforçaria a tese de que houve intenção de matar. Um dos pontos centrais levantados pela defesa é a declaração da própria agressora, Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, que teria afirmado às autoridades que foi até o salão com a intenção de “matar esse viado desgraçado”.

Para a advogada, a fala não apenas evidencia o dolo, como também aponta para uma possível motivação discriminatória, o que pode caracterizar o crime como homofobia. Além do ataque físico, a defesa reuniu provas que indicam um histórico de ameaças anteriores. Prints de conversas entregues à Polícia Civil mostram que a cliente já havia ofendido o cabeleireiro com xingamentos homofóbicos e chegou a ameaçar incendiar o salão.

Segundo o relato de Eduardo, a mulher havia realizado um procedimento capilar há um mês antes e, havia demonstrado satisfação com o resultado, chegando a divulgar o trabalho nas redes sociais. Nos dias seguintes, criticou o serviço publicamente ao exigir reembolso, alegando ter sofrido um “corte químico”. No dia da agressão, o profissional sofreu um ferimento superficial nas costas e passou por exame de corpo de delito.

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