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Ex-ator da Globo relembra romance vivido com Renato Russo em novo livro: "Sedutor"

Maurício Branco contará história com o saudoso cantor em livro autobiográfico
28/05/2026 10:15
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Maurício Branco e Renato Russo(foto: Reprodução)

Maurício Branco e Renato Russo

O ator Maurício Branco decidiu abrir parte de sua história mais íntima ao relembrar o relacionamento que viveu com Renato Russo (1960-1996), eterno vocalista da Legião Urbana.

As memórias farão parte do livro O Teatro do Vampiro, que o artista pretende lançar até o final deste ano. A obra em questão promete revelar bastidores pouco conhecidos da vida pessoal do falecido músico.

Em um dos capítulos, Maurício Brnco detalha como conheceu o cantor e como uma simples conversa evoluiu para uma relação profunda. “Ficamos ali conversando durante umas duas horas, ele me fazendo perguntas sobre o meu trabalho e eu respondendo. Ele era interessado por qualquer assunto que fosse além da música”, relembrou, em um trecho inédito divulgado em suas redes sociais.

Segundo o ator, não demorou para que a amizade ganhasse novos contornos. O primeiro jantar a dois acabou sendo um divisor de águas na relação. “O jantar foi mágico, o Júnior quando queria era muito sedutor”, contou. “Morro de saudades dele”, completou Maurício.

Abaixo, confira o trecho do livro, na íntegra:

“Eu o conheci em 1988, eu tinha 18 anos, na casa de Dado e Fernanda Villa-Lobos . Era um domingo de sol. Fernanda e Dado, como era de costume, sempre aos domingos, recebiam um grupo de amigos para um hot dog. Neste final de semana eu havia feito bronzeamento artificial, pois na época trabalhava como modelo, e no dia seguinte, na segunda-feira, estaria gravando um comercial de lançamento da Diet Coke no Brasil.

O diretor do filme achou que eu deveria adquirir um bronzeado bem carioca para fazer minha cena. Foi o que fiz, mas paguei um preço alto por apelar para um creme, que coloria a pele artificialmente. Quando cheguei na casa dos Villa Lobos quem abriu a porta foi o Renato. No mesmo instante eu tive uma queda de pressão, uma sensação esquisitíssima, passei mal com o tratamento.

Depois do susto, me toquei que quem havia se preocupado mais com a situação era o Renato. Ficamos ali conversando durante umas duas horas, ele me fazendo perguntas sobre o meu trabalho e eu respondendo. Ele era interessado por qualquer assunto que fosse além da música, aliás um tema que ele dominava e não tinha para ninguém.

Ficamos amigos neste dia. Trocamos telefone e começamos a nos falar esporadicamente. Eu ligava e dependendo do seu estado de espírito, a conversa engrenava, ou não. Me lembro de um dia ligar e ele ficar me respondendo de forma monossilábica. Eu fiquei puto. Jurei nunca mais ligar. E eis que para minha surpresa, ele me ligou, me convidando para jantar em um restaurante tailandês, no Hotel Othon Palace na Avenida Atlântica. Foi ele que me viciou na culinária asiática. Hoje sou chef de comida thai , vietnamita e coreana graças a ele.

O jantar foi mágico. Júnior quando queria era muito sedutor. O restaurante com uma vista linda da praia de Copacabana, aquela comida exótica, e ele feliz, brilhando ao comentar cada prato que chegava à mesa . Morro de saudades dele”.

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