(foto: Reprodução)O'Shae Sibley
A Justiça de Nova York condenou um homem de 20 anos por homicídio culposo qualificado por crime de ódio pela morte do dançarino O'Shae Sibley, de 28 anos.
A condenação de Dmitriy Popov foi anunciada nesta última segunda-feira (8). Ele também foi condenado por ameaça e assédio agravado em segundo grau, e porte ilegal de armas em quarto grau. Todavia, o criminoso foi absolvido da acusação de homicídio doloso motivado por homofobia.
De acordo com a equipe de defesa de Popov, haverá uma tentativa de recorrer na decisão. Além disto, o cliente enfrenta uma pena mínima de oito anos por homicídio culposo, e máxima de até 25 anos. A sentença será dada no dia 30 de junho.
Em tempo, O'Shae Sibley foi esfaqueado num posto de combustível localizado no Brooklyn, em Nova York, em 29 de julho de 2023. Enquanto abasteciam, um deles começou a dançar, chamando a atenção de um grupo de jovens e adolescentes que estava por perto.
Alguns dos jovens começaram a provocar e zombar dos dançarinos, alguns dos quais estavam sem camisa e de sunga. De acordo com depoimentos à Justiça, os dois grupos discutiram por dois minutos e pararam. No entanto, Popov não deu trégua, e proferiu insultos racistas e homofóbicos, enquanto filmava Sibley e os amigos com o celular.
A vítima, então, avançou sobre o réu e um homem que tentou intervir. Em justificativa à Justiça, Popov argumentou que Sibley que o esfaqueou com uma lâmina de 14 centímetros por tentativa de defesa.
Com a repercussão do seu assassinato, O'Shae Sibley, foi homenageado pela cantora americana Beyoncé, uma de suas maiores ídolas. "Descanse com o poder", escreveu a artista, à época, em seu site oficial.

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