Treta

Troca de acusações abala bastidores da Parada LGBT+ de São Paulo

Márcio Rolim publicou denúncias contra Heitor Werneck nas redes sociais; diretor artístico da Parada rebate alegações e pede acesso às supostas provas.
10/06/2026 22:45
COMPARTILHE
(foto: OpenAI)

Influenciador denuncia suposto caso de assédio envolvendo diretor artístico da Parada SP

O influenciador digital e apresentador Márcio Rolim publicou nas redes sociais uma série de denúncias envolvendo Heitor Werneck, diretor artístico da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e da Feira da Diversidade. Nas publicações, Rolim relata supostos episódios de perseguição, difamação, assédio e abuso de poder contra artistas e participantes dos eventos.

Segundo Márcio, os desentendimentos teriam começado há cerca de dois anos, após uma divergência ocorrida durante sua participação como apresentador da Feira da Diversidade. O influenciador afirma que, desde então, teria sido excluído de atividades ligadas à organização.

Em seus relatos, Rolim também contesta uma acusação que, segundo ele, teria sido feita por Heitor Werneck envolvendo um suposto contato físico inadequado. O influenciador nega a acusação e questiona a ausência de medidas judiciais relacionadas ao caso.

Além de sua experiência pessoal, Márcio afirma ter recebido relatos de outros artistas que teriam enfrentado situações semelhantes. Entre as alegações mencionadas estão supostos casos de agressões verbais, exclusão de eventos e assédio sexual. O influenciador afirma que algumas dessas pessoas possuem mensagens, áudios e outras evidências relacionadas aos episódios relatados.

As publicações também trazem questionamentos sobre o conhecimento da direção da Parada LGBT+ de São Paulo a respeito das acusações. Segundo Rolim, a posição ocupada por Heitor Werneck na organização justificaria uma apuração mais aprofundada dos fatos.

Heitor Werneck rebate denúncias

Em resposta, Heitor Werneck negou as acusações e afirmou que não possui autonomia para decidir sozinho quais artistas participam dos eventos promovidos pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

Segundo ele, a seleção de artistas é realizada por meio de curadoria composta por integrantes da diretoria da associação e representantes da comunidade LGBT+ e do setor cultural.

Werneck também afirmou que não há denúncias comprovadas contra ele durante os nove anos em que atua na coordenação artística dos eventos e declarou estar disposto a analisar qualquer prova que venha a ser apresentada.

Sobre o episódio envolvendo o político Thammy Miranda, citado por Márcio Rolim como o ponto de origem do conflito entre ambos, Werneck apresentou uma versão diferente dos acontecimentos. Segundo ele, a participação de Thammy ocorreu em razão de sua atuação institucional em apoio ao evento e a Parada deve manter caráter apartidário e inclusivo.

O diretor artístico também contestou as alegações relacionadas à escolha de artistas para os eventos. De acordo com Werneck, as limitações de espaço e orçamento exigem critérios de seleção e nem todos os inscritos conseguem participar da programação.

Em relação às críticas feitas pela artista MC Trans, mencionada por Rolim, Werneck afirmou que problemas na programação teriam sido causados por atrasos acumulados durante o evento e não por qualquer intenção de prejudicar sua apresentação.

Já sobre um relato envolvendo um artista que teria sido recebido em sua residência para retirada de figurinos, Heitor afirmou que costuma emprestar roupas e acessórios para artistas iniciantes e negou qualquer conduta inadequada.

Mais notícias do autor

linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram