(foto: iStock)Existe gene gay? Estudo científico explica o papel da genética na orientação sexual
Cientistas analisaram o papel da genética na definição de comportamentos sexuais e concluiu que não existe um “gene gay”. Ou seja: um único fator genético que defina se uma pessoa é homossexual, heterossexual ou bissexual.
O estudo, publicado na revista Science, indica que, assim como a maioria dos traços de personalidade humanos, também o comportamento sexual de cada pessoa resulta de uma mistura de fatores, tanto genéticos quanto ambientais.
O artigo científico foi feito com base numa combinação de grandes pesquisas realizadas em várias partes do mundo. No total, foram analisados 477.522 indivíduos e, portanto, milhões de marcadores genéticos (partes do DNA responsáveis por determinar características e atributos de uma pessoa).
Em todas as sociedades humanas, de 2% a 10% dos indivíduos têm atração sexual por pessoas do mesmo sexo, ao qual pode ocorrer de forma exclusiva, o que definiria uma pessoa como “homossexual”, ou de forma adicional a parceiros do sexo oposto, o que justifica o termo “bissexual”.
Em resumo, os pesquisadores descobriram que a orientação sexual de uma pessoa não depende apenas de seu DNA. Mas, segundo os autores, os fatores genético ajudam a explicar cerca de um terço das diferenças ligadas ao comportamento sexual das pessoas.
Portanto, eles afirmam que não existe um "gene gay", de acordo com o estudo. Ou seja, não podemos afirmar que haja um gene que, sozinho, determine se a pessoa vai ter comportamento homossexual, heterossexual ou bissexual.
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