Confusão

Ex-gestores escolares viram réus após denúncias de preconceito em colégio de Goiás: "Viado nojento"

Justiça aceita denúncia contra ex-diretora e ex-coordenador por supostos crimes em ambiente escolar
15/06/2026 09:40
COMPARTILHE
Parceiro
Terra
Ex-gestores escolares viram réus após denúncias de preconceito em colégio de Goiás: "Viado nojento"(foto: Google/Street View)

Ex-gestores escolares viram réus após denúncias de preconceito em colégio de Goiás: "Viado nojento"

A Justiça de Goiás decidiu tornar réus a ex-diretora e o ex-coordenador do Colégio Estadual Almirante Tamandaré, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, por caso de preconceito no ambiente escolar.

A decisão foi assinada no último dia 8 de junho pelo juiz Gustavo Costa Borges, da 2ª Vara Criminal do município, após o magistrado considerar que a denúncia apresentada pelo Ministério Público descreve condutas que podem configurar crimes e atende aos requisitos legais para abertura da ação penal contra Priscilla Gomes Guirra e Benício Ribeiro Júnior.

O caso ganhou repercussão após denúncias feitas por servidores da unidade escolar, que relataram episódios de racismo, homofobia, injúria e humilhações dentro do ambiente de trabalho. À época, vítimas afirmaram à Polícia Civil terem sido chamadas de “negra imunda”, “negra nojenta” e “viado nojento”, além de apontarem situações de constrangimento na presença de outros funcionários.

As investigações também indicaram possíveis práticas de assédio moral, incluindo acusações injustas e exposições vexatórias durante o expediente. A Secretaria de Estado da Educação informou que ambos já foram desligados da rede estadual. Enquanto Benício atuava sob contrato temporário, Priscilla era servidora efetiva e deixou o cargo ainda em 2023.

Em resposta ao portal g1, Priscilla Gomes Guirra negou todas as acusações e afirmou que “nunca ofendeu alguém dentro ou fora do colégio”. A ex-diretora destacou ainda sua trajetória de mais de 20 anos na instituição, alegando que sempre desenvolveu projetos voltados à “acolhida, diversidade e união”. Segundo ela, o ambiente escolar “sempre foi tranquilo” e as denúncias surgiram uma semana antes da eleição para a direção da unidade. Priscilla também disse esperar que provas como testemunhos e imagens de câmeras sejam analisadas ao longo do processo.

Não deixe de curtir nossa página no Facebook e também no Instagram para mais notícias do Observatório G.

Apoio

Pride Brasil
Acessar Site

Loja física e online de produtos para o público LGBTQIAPN+ Vista-se de ORGULHO com a Pride Brasil! pridebrasil.com.br Rua Augusta, 1371, Loja 17, em São Paulo.

Mais notícias do autor

linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram