(foto: iStock)55% da população LGBT+ no Brasil relata piora na saúde mental, diz estudo
Um levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chamou atenção ao apontar que cerca de 55% da população LGBTQIAPN+ no Brasil relatou piora significativa no bem-estar psicológico ao ao longo dos últimos anos.
A pesquisa apontou, ainda, que os diagnósticos de ansiedade (47,5%) e depressão (30%) aparecem com frequência elevada e acima da média da população geral, indicando um padrão de sofrimento que não se limita ao campo clínico individual.
No campo de corte socioeconômico, quase 60% dos participantes relataram queda de renda e 59,4% estavam desempregados há mais de um ano. Entre pessoas trans, os indicadores são mais críticos: o desemprego supera 20% e mais da metade (56,8%) relatou insegurança alimentar.
Para Karen Scavacini, psicóloga pela USP, especialista em saúde mental e fundadora do Instituto Vita Alere, essa relação não pode ser interpretada de forma isolada. “Quando falamos de saúde mental nessa população, estamos falando de um conjunto de condições que se acumulam. Exclusão social, insegurança econômica e barreiras de acesso a cuidado acabam produzindo um nível de desgaste que não se explica por um único fator”, afirma.
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