(foto: iStock)Brasil avalia nova estratégia com antibiótico para conter avanço das ISTs
O Brasil busca novas alternativas para conter o avanço das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Em 2024, por exemplo, mais de 250 mil casos de sífilis foram notificados no país.
Com base neste cenário, a DoxiPEP, estratégia que utiliza a doxiciclina após relações sexuais de risco para prevenir algumas ISTs bacterianas, ganhou destaque durante o 19º Hepatoaids.
Apontada como uma ferramenta promissora para reduzir casos de sífilis e clamídia, a profilaxia pós-exposição já mobiliza pesquisadores, serviços de saúde e o Ministério da Saúde em torno de uma possível incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A DoxiPEP consiste no uso de 200 mg de doxiciclina em dose única após uma relação sexual considerada de risco, preferencialmente nas primeiras 24 horas e respeitando o limite máximo de 72 horas após a exposição. A estratégia busca reduzir principalmente casos de sífilis e clamídia, além de apresentar algum impacto sobre a gonorreia, embora em menor proporção devido ao aumento da resistência bacteriana observado em diferentes regiões do mundo.
Mais do que uma solução isolada, a DoxiPEP foi apresentada como uma ferramenta adicional dentro do conjunto de tecnologias que compõem a prevenção combinada. Para os especialistas, o desafio agora será transformar as evidências científicas acumuladas em políticas públicas capazes de ampliar a proteção contra as ISTs sem perder questões fundamentais, como a vigilância da resistência bacteriana e a garantia do acesso para quem mais necessita dessas estratégias.
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