(foto: Reprodução/Instagram)Gays de direita
Uma movimentação inusitada viralizou nas redes sociais nos últimos dias, após um grupo, que se identifica como "gays de direita", terem feito um compilado em formato de vídeo, onde defendem o liberalismo econômico, exaltam o capitalismo e até questionam dados sobre a violência contra a população LGBTQIAPN+ no Brasil.
Na ocasião, o grupo sustenta que ser gay deveria significar também defender o livre mercado, a propriedade privada e a redução da interferência do Estado. “Se eu quero decidir com quem eu durmo, eu também quero decidir com quem eu trabalho, o meu gasto, onde eu invisto, o que eu compro e o que eu construo”, afirma um dos integrantes.
A parte mais controversa ocorre quando o grupo decide atacar uma das principais referências utilizadas para dimensionar a violência contra pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil. Ao questionar o dado de que o país está entre os que mais matam pessoas LGBTs, os integrantes afirmam que levantamentos baseados em notícias não seriam suficientes para determinar a motivação dos crimes.
“Então um latrocínio vira crime de ódio”, dizem, antes de defender que seria necessário conhecer a motivação policialmente comprovada. No primeiro vídeo, o grupo já havia afirmado que “não existe diversidade quando todo mundo é obrigado a pensar igual” e que ninguém deveria transformar a orientação sexual em um “cabresto político”.
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