(foto: Divulgação)A Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), primeiro partido da extrema-direita alemã desde o fim do nazismo, conquistou o primeiro governo regional neste último domingo (6), no estado da Saxónia-Anhalt.
Fundada em 2013, já se tornou líder da oposição, a nível nacional, com defesa extremista ao nacionalismo, propostas severas anti-imigração, antifeminismo, oposição ao aborto e ao casamento homossexual. A co-líder, Alice Weidel, é uma personalidade controversa: é uma mulher lésbica numa relação com uma mulher do Sri Lanka, que mora na Suíça.
Ela cresceu em uma família católica de classe média na Renânia do Norte-Vestfália, no oeste do país. Seu pai era vendedor e sua mãe era dona de casa. Seu avô era membro do partido nazista e foi indicado juiz militar na Polônia ocupada.
Analistas políticos apontam que Weidel é responsável pela recente radicalização da AfD. Na campanha eleitoral, a AfD propôs fechar as fronteiras da Alemanha, retomar a compra de gás natural da Rússia e, em última instância, desmantelar a UE. O manifesto acordado pelo partido inclui planos para abandonar o acordo climático de Paris e renunciar o euro como moeda.
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