Violência

Casal gay denuncia agressão homofóbica após festa na UFRJ: "Quer apanhar, viadinho?"

Após insulto homofóbico, casal denuncia agressões na saída de festa da universidade
22/09/2026 09:23
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Guilherme Couto e Pablo Dominguez(foto: Reprodução/Instagram)

Guilherme Couto e Pablo Dominguez

Um casal denunciou ter sido vítima de agressão e homofobia após uma festa realizada no prédio da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Cidade Universitária, na última sexta-feira (18).

Segundo os relatos, o episódio aconteceu por volta das 23h, na saída do evento conhecido como “Pizzada”, e teria começado após um homem esbarrar no estudante de doutorado Guilherme Couto, de 34 anos. A situação rapidamente evoluiu para uma sequência de agressões, envolvendo outras pessoas que estavam no local.

De acordo com a vítima, a primeira abordagem aconteceu quando ele e o modelo Pablo Dominguez, de 26 anos, deixavam a festa. “A primeira abordagem começou quando um rapaz veio andando na minha direção e esbarrou bruscamente no meu braço”, relatou. Segundo ele, a princípio houve a suspeita de que o contato pudesse estar relacionado a uma tentativa de furto, mas o homem passou a provocá-lo e perguntar se queria brigar.

Dominguez afirma que, antes mesmo de qualquer reação, o rapaz teria utilizado um insulto homofóbico contra o estudante: “Quando ele esbarra no Guilherme, já fala: ‘Quer apanhar, viadinho?’. Então ele já estava com a intenção de começar uma briga”. Couto contou que demorou a compreender que a situação havia se transformado em uma agressão física.

Segundo o estudante, cerca de cinco pessoas passaram a agredi-lo enquanto ele estava caído, até que outras pessoas apareceram para tentar interromper a confusão. O casal conseguiu deixar o local, mas, no caminho de volta para casa, encontrou novamente pessoas que, segundo eles, teriam participado da primeira agressão. Ao tentar identificar e filmar um dos homens, uma nova briga começou. “Eu não queria ser vítima. Eu fui até lá para identificar quem eles eram e filmar. Mas, quando eu confronto um deles, eles se exaltam”, contou Couto.

O caso foi registrado pelas vítimas na polícia, que também passaram por exame de corpo de delito. Em nota, a UFRJ informou que a “Pizzada” não havia sido autorizada pela administração da universidade e que, até o momento, não recebeu uma denúncia formal sobre o episódio. A Polícia Civil, por sua vez, afirmou que o caso foi registrado na 44ª DP (Inhaúma) e encaminhado para a 37ª DP (Ilha do Governador).

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