Histórico

10,7 milhões de votos: quem são os 35 candidatos LGBTQIAPN+ eleitos no Brasil em 2026

Seis estados elegem representantes LGBT+ pela primeira vez em 2026
06/10/2026 09:46
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Erika Hilton, Samanda de Lula e Guilherme Cortez(foto: Reprodução/Instagram)

Erika Hilton, Samanda de Lula e Guilherme Cortez

A presença LGBTQIAPN+ na política do Brasil foi impulsionada nas eleições de 2026. O número de candidaturas da comunidade que foram eleitas praticamente dobrou em relação a 2022, saltando de 18 para 35 representantes nos legislativos de todo o país.

Juntas, as candidaturas vitoriosas somaram 10.746.125 votos e conquistaram espaço no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas e na Câmara Distrital. Os números fazem parte do relatório A esperança que insiste: um retrato LGBT+ nas Eleições de 2026, elaborado pelo Instituto Plena Cidadania (IPC) a partir de dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O crescimento também aparece no número de candidaturas. Ao todo, 519 pessoas LGBT+ disputaram as eleições deste ano, contra 327 em 2022, uma alta de 58,7%. Na Câmara dos Deputados, o avanço foi ainda mais expressivo: a bancada LGBT+ passou de quatro para 13 pessoas eleitas, mais que triplicando sua presença. O Senado, por sua vez, manteve uma representante LGBT+, enquanto outras 21 pessoas conquistaram cadeiras nas assembleias legislativas e na Câmara Distrital.

A expansão ocorreu também territorialmente: o número de estados com representantes LGBTQIAPN+ eleitos passou de oito para 14, com Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Santa Catarina elegendo representantes LGBT+ pela primeira vez.

O perfil das pessoas eleitas revela ainda uma ampliação da diversidade dentro da própria representação LGBT+. Das 35 eleitas, 27 são mulheres, o equivalente a 77,1%, enquanto 22 são pessoas negras, ou 62,9%. Sete mulheres trans e travestis também foram eleitas, representando uma em cada cinco lideranças LGBT+ que chegaram aos legislativos em 2026. O Nordeste foi uma das regiões que mais avançou, passando de duas para sete eleitas, enquanto Centro-Oeste e Sul saltaram de uma para quatro cada. O Sudeste continua concentrando a maior parte das cadeiras, com 20, mas sua participação proporcional caiu de 72,2% para 57,1%. No Norte, porém, nenhuma candidatura LGBT+ saiu vitoriosa.

Senadora

  • Samanda de Lula (PT/RN), lésbica

Deputados federais

  • Anielle Franco (PT/RJ), bissexual
  • Bella Gonçalves (PT/MG), lésbica
  • Daiana Santos (PCdoB/RS), lésbica
  • Dandara (PT/MG), bissexual
  • Duda Salabert (PSOL/MG), transexual
  • Erika Hilton (PSOL/SP), transexual
  • Fábio Felix (PSOL/DF), gay
  • Giovana Mondardo (PCdoB/SC), bissexual
  • Guilherme Cortez (PSOL/SP), bissexual
  • Maria Marighella (PT/BA), bissexual
  • Rick Azevedo (PSOL/RJ), gay
  • Rosa Amorim (PT/PE), lésbica
  • Thabatta Pimenta (PV/RN), transexual

Deputados estaduais

  • Açucena (PT/ES), lésbica
  • Dani Balbi (PCdoB/RJ), transexual
  • Dani Monteiro (Psol/RJ), bissexual
  • Douglas Garcia (União/SP), gay
  • Duda Hidalgo (PT/SP), bissexual
  • Ediane Maria (PSOL/SP), bissexual
  • Fabrício Rosa (PT/GO), gay
  • Flávio Brasileiro (PT/PB), gay
  • Iza Lourença (PSOL/MG), bissexual
  • Jean Volpato (PT/SC), gay
  • Jessicão (PL/PR), lésbica
  • Keit Lima (PSOL/SP), bissexual
  • Keka Bagno (PSOL/DF), bissexual
  • Linda Brasil (PSOL/SE), transexual
  • Natasha (PT/RS), travesti
  • Sofia Favero (PSOL/SP), transexual
  • Thainara Faria (PT/SP), bissexual
  • Thammy Miranda (PSD/SP), transexual
  • Tiago Botelho (PT/MS), gay
  • Verônica Lima (PT/RJ), lésbica
  • Vilma Reis (PT/BA), lésbica

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