(foto: iStock)Senegal endurece punições contra pessoas LGBTQIAPN+ e acende alerta internacional
A ONG Human Rights Watch publicou um relatório que documenta uma perseguição de grandes proporções contra pessoas LGBTQIAPN+ em Senegal.
Em entrevista à RFI, a pesquisadora da entidade, Larissa Kojoué, denuncia "uma repressão brutal" contra a comunidade. No relatório divulgado, a HRW manifestou preocupação com os direitos de cidadãos senegaleses homossexuais e trans, cada vez mais violados pela opressão a que são submetidos desde a adoção, em 11 de março, de uma lei que endurece as penas para atos qualificados como "contra a natureza".
"Sem hesitar, eu diria que existe um exílio forçado simplesmente em razão da orientação sexual e da identidade dessas pessoas, porque a hostilidade é crescente e propagada por pessoas que têm a responsabilidade de proteger os mais fracos, de proteger quem é mais exposto à violência", explicou Kojoué, responsável pela divisão de Direitos LGBT+ na HRW.
O documento redigido pela ONG internacional baseia-se em 39 depoimentos para denunciar a deterioração das condições de vida de cidadãos senegaleses homossexuais e trans desde a aprovação da lei que intensifica a repressão contra eles, por meio da alteração do artigo 319 do Código Penal.
A mudança possui como objetivo de duplicar penas de prisão para atos qualificados como "contra a natureza", punidos agora com cinco a dez anos de reclusão. Com a proximidade da abertura dos Jogos Olímpicos da Juventude em Dacar, em 31 de outubro, a organização lembra que a Carta Olímpica rejeita qualquer forma de discriminação.
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