(foto: Reprodução/Instagram)Pisci Bruja
Uma mulher trans, de 37 anos, se tornou a primeira pessoa do Brasil a receber as doses experimentais de um tratamento de ultralonga duração para o HIV, com aplicação a cada quatro meses.
Pisci Bruja, que é antropóloga, doutoranda em saúde pública na USP (Universidade de São Paulo) e ativista pelos direitos das pessoas que vivem com HIV, descreveu a emoção pela representatividade histórica no campo científico. "Foi muito simbólico ter sido o último comprimido para, no dia seguinte, começar o novo tratamento. Guardei a minha caixinha de remédio de recordação, mas pensei 'que bom'. Tomar remédio todo dia é chato", disse, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.
O estudo clínico global da farmacêutica GSK vai testar o uso de dois antirretrovirais injetáveis, o cabotegravir e a rilpivirina, para pessoas que já vivem com a doença. O tratamento em teste não é uma vacina contra o HIV, mas uma injeção aplicada nos glúteos com medicamentos que controlam a multiplicação e a evolução do vírus.
No Brasil, os participantes estão espalhados em sete centros de pesquisa diferentes, cada um com previsão de recrutar de nove a 11 participantes. Ao todo, entre 63 e 77 brasileiros devem participar do ensaio clínico.
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