Entenda a polêmica

Padre vira alvo de investigação por denúncia de homofobia durante missa no DF: "Sapatão ganha eleição"

Padre é denunciado por homofobia após declaração sobre candidata nas eleições
15/10/2026 09:07
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Padre Moacir Anastácio de Carvalho(foto: Reprodução/Metrópoles)

Padre Moacir Anastácio de Carvalho

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) entrará com uma investigação contra uma denúncia de homofobia contra o padre Moacir Anastácio de Carvalho, fundador da comunidade católica Renascidos em Pentecostes.

O caso foi registrado em boletim de ocorrência e será apurado pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). O líder religioso é acusado de fazer declarações ofensivas contra pessoas LGBTQIA+ durante uma celebração religiosa realizada em 6 de outubro, após demonstrar insatisfação com o resultado das eleições.

Segundo o registro policial, o sacerdote criticou os fiéis pela falta de apoio à sua aliada política Cricia Martins, cantora de Pentecostes, psicóloga e missionária há mais de 30 anos, que disputou uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Moacir teria afirmado que a candidata precisaria “virar sapatão” para vencer, utilizando o termo de forma pejorativa.

O padre também teria feito referências a parlamentares eleitos, entre eles a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), e o deputado Fábio Felix (PSOL-DF), primeiro parlamentar abertamente gay eleito para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. A denúncia também aponta que o religioso teria exposto publicamente o companheiro de uma das pessoas envolvidas no caso, que é homossexual e mantém um relacionamento homoafetivo.

Posteriormente, após rever a gravação da celebração, Moacir divulgou um posicionamento reconhecendo que utilizou “expressões inadequadas, que não traduzem o meu pensamento nem o ensinamento da Igreja sobre a dignidade de toda pessoa humana”. O padre também pediu desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas e afirmou que nunca teve a intenção de diminuir, ridicularizar ou discriminar ninguém. A denúncia será apurada pela Polícia Civil, que deverá analisar as circunstâncias e o conteúdo das declarações atribuídas ao religioso.

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