(foto: Reprodução/Instagram)Leandro Grass
Um integrante da campanha de Celina Leão (PP) foi determinado a se abster de encaminhar um vídeo deepfake do candidato a governador do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), sob pena de multa de R$ 5 mil.
A Coligação 'DF do Povo', liderada por Grass, afirmou ao órgão que o homem identificado como Rosil publicou em um grupo de WhatsApp um vídeo com manipulação da voz do político para atribuir ao candidato frases que não foram ditas por ele.
O vídeo em questão contém declaração sobre suposta condenação a oito anos de inelegibilidade por divulgação de fake news, posicionamentos relativos às escolas cívico-militares, à distribuição de denominado “kit gay” em escolas e oposição à construção do Museu da Bíblia.
A coligação declarou ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que as frases foram artificialmente atribuídas a Grass e que o conteúdo referente ao “kit gay” não integra o plano de governo. O juiz auxiliar, Carlos Alberto Martins Filho, afirmou que ”a própria mensagem audiovisual é construída mediante manipulação da voz do candidato, fazendo parecer que Leandro Grass pronunciou palavras que, conforme os elementos trazidos aos autos, não foram por ele proferidas”.
O magistrado pontuou que “a manipulação por deepfake mostra-se apta a induzir o eleitor a acreditar que as declarações constantes do áudio partiram efetivamente do candidato, produzindo uma falsa representação da realidade”.

