(foto: Reprodução)Azul Semeñenko e Roberto Daniel Sánchez
A Justiça declarou um homem culpado por tirar a vida de Azul Semeñenko, uma mulher trans e trabalhadora estatal da província de Neuquén, na Argentina, assassinada aos 49 anos, em 2025.
O réu Roberto Daniel Sánchez, de 59 anos, foi considerado responsável pelo crime de homicídio triplamente qualificado crueldade excessiva, ódio à identidade de gênero e violência de gênero.
Segundo relatos das próprias autoridades investigadoras, o assassino esfaqueou Azul Semeñenko até 25 vezes e, depois, envolveu o corpo, transportando em sua caminhonete e o jogou em um canal de drenagem. Ela foi vista pela última vez em 25 de setembro de 2025, em pleno dia de seu aniversário, e seu corpo foi encontrado em 14 de outubro.
Considerado histórico para a província, o caso reuniu mais de 30 testemunhas prestando depoimento ao longo de 12 audiências. Diante das provas apresentadas pelo Ministério Público e pela acusação particular, o júri popular e o público presente na sala puderam acompanhar, por meio de vídeos, os últimos momentos de Azul com vida, o encontro com Sánchez, a entrada na residência do agressor e, ainda, as manobras realizadas pelo homem para se desfazer do corpo, 24 horas após ter tirado a vida dela.
Após a divulgação do veredito, o irmão de Azul, Marco Millapán, destacou que a justiça foi feita e que isso é o "fruto coletivo de cada uma das pessoas presentes hoje e daquelas que nos acompanharam ao longo de todo este ano". Ele acrescentou que o processo foi muito difícil, marcado por injustiças e desrespeitos. Por outro lado, algumas testemunhas relataram, durante o julgamento, ter sofrido ameaças.
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