(foto: Reprodução/Instagram)Gabi Benvenutty
A suplente de vereadora de João Pessoa e pré-candidata a deputada federal Gabi Benvenutty (PT), denunciou ter sido vítima de transfobia durante a Conferência dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e afirmou que sofreu desrespeito por parte de integrantes do próprio campo político.
A situação foi registrada em vídeo, e ocorreu no último sábado (4), tendo alcançado repercussão no domingo (17). O atrito começou quando Arimateia França, organizador do evento, que também é filiado a sigla, se dirigiu a Gabi utilizando termos masculinos como “meu filho” e “meu amigo”.
Benvenutty, por sua vez, reagiu e exigiu a retificação. “Eu sou uma travesti, me trate no feminino. Vai tratar sim (…). Você me chamou de meu filho, meu amigo, eu não sou. Eu vou ser respeitada”, disse Gabi no evento. Ela ainda afirmou que o episódio na plenária final foi apenas o encerramento de um dia marcado por ‘múltiplos episódios de preconceito’, que teriam vindo inclusive de pessoas consideradas aliadas políticas.
Após a repercussão negativa e a cobrança pública, Arimateia França gravou um vídeo de retratação. O organizador minimizou o caso, classificando o ocorrido como o uso de uma expressão equivocada em um momento de exaltação, e defendeu seu histórico de militância. “Eu quero aqui me retratar de uma expressão que eu utilizei errada ao chamar Gabi [Benvenutty] de ‘meu filho’ para que a gente pudesse superar um atrito que estava lá, que fazia parte da nossa coordenação (…). Quero dizer do meu respeito a todas as mulheres e homens trans. É esse compromisso que eu tenho, não de hoje, mas da vida inteira”, declarou.
Nas redes sociais, a deputada estadual Cida Ramos, presidenta do PT na Paraíba, emitiu uma nota oficial de solidariedade à pré-candidata, classificando a postura do militante como “inaceitável”. “O PT sempre foi defensor e formulador de políticas públicas voltadas à defesa da comunidade LGBTQIA+ e que não compactua com qualquer ato de violência que fira a dignidade humana e se traduza em preconceito”, disse, indicando, ainda, que a conduta de França “será tratada da forma devida”.

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