(foto: Reprodução/Instagram)Erika Hilton, Samanda de Lula e Guilherme Cortez
A presença LGBTQIAPN+ na política do Brasil foi impulsionada nas eleições de 2026. O número de candidaturas da comunidade que foram eleitas praticamente dobrou em relação a 2022, saltando de 18 para 35 representantes nos legislativos de todo o país.
Juntas, as candidaturas vitoriosas somaram 10.746.125 votos e conquistaram espaço no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas e na Câmara Distrital. Os números fazem parte do relatório A esperança que insiste: um retrato LGBT+ nas Eleições de 2026, elaborado pelo Instituto Plena Cidadania (IPC) a partir de dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O crescimento também aparece no número de candidaturas. Ao todo, 519 pessoas LGBT+ disputaram as eleições deste ano, contra 327 em 2022, uma alta de 58,7%. Na Câmara dos Deputados, o avanço foi ainda mais expressivo: a bancada LGBT+ passou de quatro para 13 pessoas eleitas, mais que triplicando sua presença. O Senado, por sua vez, manteve uma representante LGBT+, enquanto outras 21 pessoas conquistaram cadeiras nas assembleias legislativas e na Câmara Distrital.
A expansão ocorreu também territorialmente: o número de estados com representantes LGBTQIAPN+ eleitos passou de oito para 14, com Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Santa Catarina elegendo representantes LGBT+ pela primeira vez.
O perfil das pessoas eleitas revela ainda uma ampliação da diversidade dentro da própria representação LGBT+. Das 35 eleitas, 27 são mulheres, o equivalente a 77,1%, enquanto 22 são pessoas negras, ou 62,9%. Sete mulheres trans e travestis também foram eleitas, representando uma em cada cinco lideranças LGBT+ que chegaram aos legislativos em 2026. O Nordeste foi uma das regiões que mais avançou, passando de duas para sete eleitas, enquanto Centro-Oeste e Sul saltaram de uma para quatro cada. O Sudeste continua concentrando a maior parte das cadeiras, com 20, mas sua participação proporcional caiu de 72,2% para 57,1%. No Norte, porém, nenhuma candidatura LGBT+ saiu vitoriosa.
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