Entenda o caso

Advogado assume ser gay após 30 anos de carreira e denuncia homofobia no trabalho

Órgão do México conclui que Jorge Jiménez Arana, de 53 anos, sofreu discriminação por ser gay
14/10/2026 09:56
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Terra
Jorge Jiménez Arana(foto: Aggi Garduño)

Jorge Jiménez Arana

Um advogado do México denunciou ter sido vítima de homofobia em seu ambiente de trabalho após ter assumido ser gay.

Jorge Jiménez Arana, de 53 anos, construiu uma carreira de sucesso em um dos escritórios de advocacia mais importantes do México. Atuante como sócio, integrou o conselho de administração e ajudou a consolidar a presença internacional da Dentons López Velarde.

O preconceito vivido foi fortalecido a partir de abril de 2023, quando tornou sua sexualidade pública. Segundo seu relato, a revelação foi seguida por distanciamento pessoal, isolamento das decisões profissionais, comentários depreciativos e pressões financeiras.

Jorge Jiménez Arana afirmou que passou a ser tratado como irresponsável e perdeu espaço dentro da estrutura que ajudou a construir. Em janeiro deste ano, o advogado apresentou uma denúncia ao Conselho para Prevenir e Eliminar a Discriminação da Cidade do México (COPRED). No mês seguinte, deixou o escritório.

Após oito meses de investigação, o órgão concluiu, em 14 de setembro, que Jorge sofreu discriminação por orientação sexual e atribuiu responsabilidade à Dentons López Velarde. A resolução reconheceu que sua orientação sexual foi um dos fatores que contribuíram para o tratamento profissional adverso. Trata-se de uma decisão administrativa, não de uma condenação judicial com indenização já estabelecida.

O escritório afirmou que trata questões relacionadas a seus profissionais de forma confidencial e não comentou o mérito das acusações. Jorge, por sua vez, pretende buscar reparação nas esferas civil e criminal. “Se isso acontece com alguém que tem uma posição privilegiada, que tem a possibilidade de se defender, o que acontece com aqueles que não têm?”, questionou o advogado. “Às vezes, a injustiça se perpetua. É preciso romper esse ciclo”, afirmou.

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