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Após pênis, técnica inédita pode devolver o orgasmo a mulheres após câncer

Estudo avalia técnica que pode melhorar qualidade de vida de mulheres após câncer
24/10/2026 11:00
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Terra
Após pênis, técnica inédita pode devolver o orgasmo a mulheres após câncer(foto: Stephan van Raay)

Após pênis, técnica inédita pode devolver o orgasmo a mulheres após câncer

Cerca de 40 anos depois da primeira cirurgia de reconstrução do pênis após um câncer, médicos da Holanda desenvolveram pela primeira vez uma técnica para preservar a função sexual do clitóris em mulheres operadas por câncer de vulva.

O procedimento foi criado no Radboudumc, centro médico universitário holandês, que devolveu o orgasmo clitoriano a 90% das 23 primeiras pacientes, em geral entre três e seis meses depois da operação.

Até então, quando o tumor atingia o clitóris ou a região em volta, os cirurgiões retiravam parte do órgão e fechavam a ferida. Segundo a oncologista ginecológica Mieke ten Eikelder, uma das autoras da técnica, o clitóris desaparecia sob uma camada de pele. Depois de remover o tumor, os médicos reposicionam os nervos que ficaram intactos para formar uma nova ponta do clitóris, o que ajuda a manter a sensibilidade.

“Inicialmente, o clitóris pode ficar hipersensível ou, ao contrário, menos sensível. No entanto, a recuperação geralmente é ideal após um ano. Na maioria das mulheres, a sensibilidade retorna a um nível comparável ao que era antes da cirurgia”, explicou Ten Eikelder.

Pelos primeiros resultados, os pesquisadores avaliam que o método também pode ser útil para mulheres que passaram por mutilação genital, prática que remove parte do clitóris ou o órgão inteiro. Além do Radboudumc, outros oito hospitais holandeses tratam câncer de vulva. Todos participam de um projeto em que oncologistas ginecológicos e cirurgiões plásticos estão sendo treinados para aplicar o procedimento.

Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que os resultados ainda são iniciais. Com financiamento da Sociedade Holandesa de Combate ao Câncer, os hospitais vão acompanhar as pacientes para confirmar se a técnica de fato melhora a função sexual e a qualidade de vida, e como fazer para incorporá-la com segurança à rotina clínica.

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