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Caso Malévola: como prisão no Egito reacende alerta sobre repressão à população LGBTQIA+

Após detenção, influenciadora trans denunciou procedimento policial e relatou constrangimento
23/10/2026 09:38
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Terra
Malévola(foto: Reprodução/Instagram)

Malévola

Mariana Alves, conhecida como Malévola, foi detida na cidade de Alexandria, no Egito, com uma amiga. Ela foi liberada durante a manhã desta última quarta-feira (21) após pagamento de fiança.

A ação ocorreu após o Ministério do Interior do Egito iniciar uma investigação motivada por vídeos publicados nas redes sociais em que a dupla dançava, fazia gestos e realizava supostas insinuações sexuais.

Em uma live realizada no TikTok, Malévola contou que foi submetida a uma inspeção íntima por policiais egípcios, que a levaram a uma sala e a obrigaram a ficar nua para verificar se ela era mulher.

Como é a realidade LGBT+ no Egito?

No Egito, embora o país não criminalize expressamente a homossexualidade, dispositivos sobre “devassidão”, “moralidade pública” e “valores familiares” permitem prisões e processos contra pessoas em razão de sua orientação sexual, identidade de gênero ou manifestações nas redes sociais.

Um dos principais instrumentos de repressão no Egito é a Lei nº 10 de 1961, originalmente destinada ao combate à prostituição. Seu artigo 9 prevê penas de três meses a três anos de prisão para determinadas condutas classificadas como prostituição ou “devassidão” habitual.

Relatórios de organizações internacionais também registram operações contra pessoas LGBTQIA+ por meio de aplicativos de relacionamento. Mulheres trans também relataram detenções em celas masculinas e tratamentos incompatíveis com sua identidade de gênero.

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