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Caso Maryna Colucci: relacionamento com sargento da PM entra no centro da investigação

Família encontra diários e mensagens que podem ajudar a esclarecer morte de conselheira trans
28/08/2026 09:34
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Caso Maryna Colucci: relacionamento com sargento da PM entra no centro da investigação(foto: Reprodução/Instagram)

Caso Maryna Colucci: relacionamento com sargento da PM entra no centro da investigação

A investigação sobre a morte da conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, em Jacuí, no Sul de Minas Gerais, passou a apurar também o relacionamento que ela mantinha com o 3º sargento da Polícia Militar, José Sérgio de Oliveira, de 43 anos, que confessou a autoria e ocultação do corpo em uma área de mata.

Segundo registros policiais, familiares encontraram diários, agendas, fotografias e mensagens que indicariam a existência de um vínculo amoroso entre os dois, além de episódios de tensão que podem ajudar a esclarecer a possível motivação do crime.

Após o desaparecimento de Maryna, registrado na última sexta (21), parentes passaram a levantar informações sobre a rotina dela e localizaram materiais com referências ao policial. Entre os registros estavam declarações de conteúdo afetivo e fotografias de Sérgio, além de conversas que, segundo a família, demonstrariam a proximidade entre os dois. Os familiares também relataram ter encontrado conversas nas quais a mulher trans teria ameaçado revelar o relacionamento caso Sérgio rompesse o contato ou deixasse de atender a pedidos de dinheiro.

Segundo a versão apresentada por Sérgio, Maryna teria enviado uma mensagem à esposa dele revelando o caso e feito uma captura de tela antes de apagar o conteúdo. Mais tarde, ele teria ido buscá-la próximo de casa e levado a conselheira até uma área rural onde, de acordo com o depoimento, os dois costumavam se encontrar.

Ainda conforme o relato do militar, uma nova discussão ocorreu no local e Maryna teria pegado uma faca e tentado atacá-lo. Sérgio alegou ter reagido efetuando disparos contra ela e, posteriormente, enterrado o corpo em uma região de mata. A Justiça converteu a prisão em preventiva, e o sargento passou a responder também pela investigação de feminicídio, além da ocultação de cadáver.

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