(foto: Reprodução/Instagram)Sophia Barclay
Faltando cerca de 13 dias para a realização do primeiro turno das eleições gerais de 2026, a maioria das candidaturas trans estão concentrados em partidos de esquerda, mas há um crescimento curioso sobre nomes anunciados em legendas de centro e de direita.
Um levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indicam que 20 dos 107 candidatos que se declararam transgêneros concorrem por partidos desses campos ideológicos, o que equivale a cerca de 21,4%.
A declaração de identidade de gênero não é obrigatória no registro eleitoral, o que significa que o total de candidatos trans pode ser maior. Considerando as candidaturas que informaram a identidade de gênero, o PSDB lidera, conta com seis candidatos trans, seguidos do MDB (4), Avante (2), Solidariedade (2) e Progressistas (2); Cidadania (1), União Brasil (1), PRD (1) e Democrata (1).
Entre os partidos, o PSOL lidera as candidaturas de pessoas trans, com 39 nomes. Na sequência, aparecem PT, com 16 candidaturas trans, e PDT, com 15. Em 2022, a Câmara elegeu pela primeira vez duas mulheres trans, Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PSOL-MG). As duas tentam a reeleição este ano.
As candidaturas trans estão concentradas nas disputas para cargos legislativos. São 53 nomes que concorrem a deputado estadual e 50 a deputado federal. Há ainda dois candidatos a deputado distrital e duas candidaturas para vice-governador.
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