(foto: iStock)Ginecologista explica como funciona a vida sexual de mulheres com "duas vaginas"
Maya Braga, namorada de Arthur Urach, filho de Andressa Urach, viralizou ao afirmar ter “duas vaginas”, e desde que descobriu a condição, conhecida como útero didelfo, passou a ser alvo de inúmeras perguntas sobre como é viver com a anomalia.
Com relação principalmente à vida sexual, segundo a ginecologista Lívia Saviolo, mulheres com septo vaginal longitudinal, especialmente quando ele é espesso ou provoca obstrução parcial do canal vaginal, podem sentir desconforto ou dor durante o ato.
Para as mulheres que apresentam desconforto durante as relações sexuais, existem adaptações e tratamentos que podem contribuir para uma vida sexual mais saudável e confortável.
“O manejo ideal da disfunção sexual relacionada a anomalias vaginais envolve uma abordagem multidisciplinar que pode incluir fisioterapia pélvica, aconselhamento sexual e, quando necessário, intervenção cirúrgica”, declarou a profissional, em entrevista ao portal Metrópoles.
De acordo com a ginecologista, teoricamente é possível ter relações sexuais por ambos os canais vaginais quando existe septo vaginal longitudinal completo. Na prática, porém, o fator depende de vários fatores anatômicos e funcionais.
“Na maioria dos casos, a paciente utiliza um dos canais vaginais: geralmente há um dominante (mais amplo ou de acesso mais fácil), assim ele é usado habitualmente para relações sexuais. Já o outro canal pode ser mais estreito ou de acesso menos favorável anatomicamente”, declarou. Porém, não há necessidade clínica de utilizar ambos os canais, tendo em vista que a função sexual é normal usando apenas um canal e tentar usar ambos não traz benefício adicional.
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