
Heitor Werneck (Foto: Reprodução/Instagram)
O produtor cultural e coordenador artístico da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, Heitor Werneck, foi à Justiça após ter seu nome associado à pedofilia em um vídeo publicado nas redes sociais que termina com pedido de voto e o número de um ex-BBB, candidato a deputado federal bolsonarista no estado paulista.
Na gravação, o profissional é chamado de “monstro” e acusado de “abrir portas para a excitação da pedofilia e abuso de crianças”. O produtor cultural nega veemente qualquer defesa de relações sexuais envolvendo menores e afirma que suas declarações foram retiradas de contexto para construir uma narrativa que considera falsa e ofensiva.
“Uma coisa é discordar das minhas ideias, do meu trabalho, da minha sexualidade ou das pautas que defendo. Outra, completamente diferente, é me atribuir uma conduta relacionada à pedofilia e usar isso para pedir voto. Eu jamais defendi qualquer prática sexual entre adultos e crianças. Criança não consente. Isso não é fetiche, não é BDSM e não tem relação alguma com aquilo que defendo”, afirma Heitor.
Heitor destaca que pretende buscar responsabilização judicial e que seus advogados deverão analisar as medidas cabíveis nas esferas eleitoral, criminal e cível. “Eu fui chamado de monstro e associado publicamente à pedofilia e ao abuso de crianças. Não estamos falando de uma crítica política dura ou de alguém dizendo que não gosta do meu trabalho. Estamos falando de uma acusação que atinge minha honra, minha carreira e minha vida. A liberdade de expressão não pode ser confundida com uma autorização para atribuir crimes a alguém sem prova”, pontuou o também figurinista.
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