(foto: Reprodução)Kelly Day
Uma mulher trans foi presa após assassinar homem que a ofendeu com ofensas de cunho transfóbico e tentou agredi-la fisicamente, e o esfaqueou cerca de até 13 vezes em Chicago, nos Estados Unidos.
O ataque ocorreu no dia 7 de outubro, na presença do enteado de 7 anos de Kelly Day, ao qual a ponta da lâmina da faca utilizada quebrou e ficou alojada no crânio da vítima, segundo as autoridades. A suspeita, de 32 anos, foi acusada de homicídio em primeiro grau por um episódio que, segundo ela, teria ocorrido em legítima defesa.
Durante uma audiência realizada no Central Bond Court, o juiz John Hock acatou o pedido para mantê-la sob custódia até o julgamento, levando em conta, em parte, a brutalidade do ataque que vitimou Larry Young, de 50 anos.
Segundo a promotoria, o episódio pode ter sido agravado por um incidente anterior, ocorrido no mesmo dia, quando um grupo de pessoas zombou de Day por ela ter utilizado um banheiro feminino em um McDonald's. Day, que foi designada como homem ao nascer, mas se identifica como mulher, teria dito à sua esposa que não queria deixar que "valentões" saíssem impunes após zombarem de sua identidade de gênero, relatou a promotora assistente Sara Grgurovic ao tribunal.
Em depoimento aos investigadores após sua prisão, Day alegou legítima defesa, afirmando que Young a ofendeu com um termo homofóbico, fez um gesto simulando uma arma e ameaçou mandar alguém agredi-la, bem como a sua esposa.
Não deixe de curtir nossa página no Facebook e também no Instagram para mais notícias do Observatório G.

