(foto: iStock)Parte dos bispos defende ordenação de homens com atração homossexual, aponta pesquisa
Bispos católicos dos Estados Unidos causaram polêmica ao declararem que se sentem dispostos a ordenar um homem que apresente uma atração homossexual "profundamente enraizada", desde que esteja firmemente comprometido com o celibato.
De acordo com dados de uma pesquisa nacional realizada pelo Center for Applied Research in the Apostolate (CARA), 22% dos líderes indicam essa posição, enquanto 10% declararam se "totalmente de acordo". A posição contrasta com a instrução da Santa Sé de 2005, que exclui da admissão ao seminário e às ordens sagradas aqueles que apresentam "tendências homossexuais profundamente enraizadas".
No recorte que aponta a diferença entre os responsáveis por decidir sobre uma vocação, 22% são bispos, 17% são dos profissionais de saúde mental, o 16% dos reitores, o 12% dos formadores e diretores espirituais e o 9% dos diretores de vocações mostraram-se dispostos a recomendar para a ordenação homens com uma atração homossexual profundamente enraizada, mesmo quando estivessem comprometidos com o celibato.
A então Congregação para a Educação Católica estabeleceu em 2005 que a Igreja "não pode admitir ao Seminário e às Ordens Sagradas" aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam "tendências homossexuais profundamente enraizadas" ou sustentam a denominada "cultura gay".
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