(foto: Reprodução)Moisés de Jesus Lima
Um pastor e ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa, no interior de São Paulo, virou réu na Justiça por uma acusação de homofobia contra o diretor-geral da Câmara Municipal.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o episódio ocorreu em 17 de janeiro de 2025, durante uma reunião no gabinete do prefeito com autoridades e lideranças religiosas. Na ocasião, Moisés de Jesus Lima teria afirmado que era necessário “orar” pela cidade porque o Legislativo estava sendo dirigido por um “homossexual assumido”.
Testemunhas também relataram que ele teria demonstrado tristeza com o fato de a Câmara ter um diretor gay e classificado a situação como “inaceitável”. Ao apresentar a denúncia, o promotor de Justiça Carlos Alberto Ruiz Nardy afirma que as declarações ocorriam em contexto de reprovação da orientação sexual de Lucas Camargo Donato, "atribuindo-lhe caráter negativo e indesejado".
"Diversas testemunhas oculares narraram que o denunciado manifestou estar 'triste' pelo fato de a Câmara Municipal possuir um diretor homossexual, chegando inclusive a declarar que tal circunstância seria 'inaceitável', afirmações reproduzidas de maneira consistente pelos depoentes ouvidos ao longo da investigação", citou o promotor.
Ao aceitar a denúncia do Ministério Público, a juíza Melina Alonso Scherma Locatelli, da 1ª Vara Judicial de Nova Odessa, afirmou que a "materialidade delitiva está devidamente comprovada nos autos, há indícios de autoria contra o denunciado e a denúncia descreve os fatos criminosos com as suas circunstâncias".
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