(foto: Reprodução)Edir Macedo
A Igreja Universal do Reino de Deus se manifestou sobre a condenação da Justiça Federal atribuída ao bispo Edir Macedo e a Record, pelo pagamento de R$ 1,5 milhão por danos morais coletivos em razão de uma fala classificada como homofóbica durante um especial de Natal em 2022.
A decisão, tomada nesta última terça-feira (15), pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), julgou recursos apresentados pelas partes. O tribunal manteve o entendimento de primeira instância de que a declaração ultrapassou os limites da liberdade de manifestação e configurou estímulo à intolerância contra a população LGBTQIA+.
Em nota enviada ao Observatório G, a Igreja Universal afirmou que "é rigorosamente contra qualquer tipo de discriminação, a qualquer pessoa", além de que "é essa que tem sido a base da mensagem amiga do Bispo Edir Macedo ao longo desses quase 50 anos de existência da Universal".
"O Bispo Edir Macedo e demais oficiais da Igreja respeitam as pessoas de todas as crenças, raças e orientações sexuais e ensinam que todos devem fazer o mesmo. Reforçamos que a Universal sempre foi conhecida como um lugar que acolhe a todos, independentemente de seu passado ou presente, pois essa é a base da fé cristã. Confiamos que a Justiça brasileira revelará onde está a verdade", conclui a nota.
A decisão ainda pode ser questionada por meio de recursos ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Com o julgamento dos recursos, a indenização de Edir Macedo foi elevada de R$ 500 mil para R$ 1 milhão, enquanto a da Record passou de R$ 300 mil para R$ 500 mil.
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