(foto: iStock)Comportamento homossexual entre primatas tem raízes evolutivas profundas, diz estudo
Um estudo científico revelou que o comportamento homossexual entre primatas possui raízes evolutivas profundas e esteve sob ameaça de predadores ou inseridas em estruturas sociais mais complexas.
Comportamentos sexuais entre indivíduos do mesmo sexo, como o acasalamento ou a estimulação dos órgãos genitais, já foram documentados em mais de 1,5 mil espécies animais. Todavia, essas práticas foram vistas de forma “anedótica” e consideradas uma “paradoxo darwiniano”, visto que a evolução se baseia na transmissão de genes por meio da reprodução, observa o biólogo.
Vincent Savolainen, principal autor do estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution, apontou que "a diversidade de comportamentos sexuais é muito comum na natureza, entre espécies e nas sociedades animais. É tão importante quanto cuidar das crias, enfrentar um predador ou buscar alimento".
Esse comportamento tem um componente hereditário e pode trazer uma vantagem evolutiva, e entre os macacos-rhesus de Porto Rico, machos que mantêm relações sexuais entre si podem formar coalizões, o que possivelmente lhes permite ter acesso a mais fêmeas e, assim, gerar mais descendentes.
Isso sugere que tais condutas têm uma “raiz evolutiva profunda”, afirmam os cientistas, que em seguida analisaram a influência do contexto ambiental, da “história de vida” e da organização social.

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