(foto: Reprodução/Instagram)Michael Stücke
Carneiros que não acasalam com fêmeas costumam ser enviados para o abate, mas um fazendeiro alemão decidiu salvá-los e formou o que ele chama de "o primeiro rebanho de carneiros gays do mundo".
Segundo informações do jornal britânico The Guardian, Michael Stücke é o responsável pelo projeto, chamado Rainbow Wool (Lã Arco-Íris na tradução em português). O fazendeiro mantém a fazenda desde 2024, na cidade de Löhne, na Alemanha.
Estudos mostram que até 8% dos carneiros machos são "orientados para machos", e o comportamento não é bem visto pela maioria dos fazendeiros, que esperam reprodução. A identificação da orientação sexual do animal pode ser complicado e até mesmo polêmico.
"Qualquer um pode simplesmente dizer: 'Ei, eu tenho um carneiro gay, mas o que fazemos é observar o comportamento deles", disse Michael à reportagem. "Alguns carneiros basicamente montam em tudo, seja fêmea ou macho. Isso não qualificaria como ser um carneiro gay. Isso qualificaria como ser dominante. Mas se um carneiro consistentemente se recusa a acasalar com uma ovelha fêmea, esse é o sinal de que você sabe que ele prefere outros carneiros", explicou.
O rebanho, hoje em dia, possui 35 carneiros, e a fazenda tem lista de espera. Os animais podem ser apadrinhados, e alguns ganharam nomes curiosos inspirados em celebridades, como Prince Wooliam (Prince William), Jean Woll Gaultier (Jean Paul Gaultier) e Madonna. "Meu coração bate pelos fracos e oprimidos em geral. Sou gay e conheço os preconceitos, especialmente na agricultura", apontou Michael.

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