(foto: iStock)Jovem marroquina é deportada aos Camarões apesar de risco por ser lésbica
Uma mulher imigrante e assumidamente lésbica, do Marrocos foi deportada à República dos Camarões, onde a homossexualidade é ilegal e punível com até três anos de prisão, após ter o pedido de asilo aos Estados Unidos, recusado.
Em entrevista à agência Associated Press (AP), Farah, de 21 anos, relatou que, antes de fugir, foi espancada por sua família e pela família de sua parceira quando descobriram o relacionamento, tendo sido expulsa de casa e fugiu com a parceira para outra cidade, mas que sua família a encontrou e tentou matá-la.
Farah e a parceira conseguiram vistos para o Brasil, de onde passou por seis países até conseguir chegar aos EUA, onde tinha amigos, pela fronteira com o México, mas, Farah foi detida por quase um ano, primeiro no Arizona e depois na Louisiana, tendo seu pedido de asilo negado. Posteriormente, recebeu uma ordem de proteção de um juiz de imigração dos EUA, que determinou que não poderia ser deportada para o Marrocos, pois isso colocaria sua vida em perigo.
Três dias antes da audiência de libertação, Farah foi algemada por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e colocada em um avião à República dos Camarões. "Eles me perguntaram se eu queria ficar em Camarões, e eu disse que não podia ficar em Camarões e arriscar a minha vida num lugar onde eu ainda estaria em perigo", recordou ela.

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