(foto: Reprodução/Silvan Alves)Preso pode pegar mais de 30 anos por homicídio em penitenciária após alegar homofobia
A Polícia Civil concluiu, nesta última quarta-feira (21), o inquérito que investigava a morte do detento Douglas Cristóvão Fernandes, de 38 anos, que foi asfixiado e teve as mãos e os pés decepados, na Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé (MG).
O autor do crime é outro preso, de 41 anos, que foi indiciado por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima, e a pena pode ultrapassar cerca de 30 anos.
Segundo Tayrony Espíndola, o delegado responsável pelo caso, autor do crime, que não teve o nome divulgado, dividia a cela com Douglas Cristóvão e era hostilizado por ser homossexual, além de sofrer ameaças de integrantes do Comando Vermelho.
O mesmo também teria tomado conhecimento de que a vítima estava em processo de reintegração à facção e teria recebido uma sinalização positiva para retornar ao grupo criminoso. “Ele resolveu agir primeiro ao identificar uma potencial ameaça e risco de vida. Então, decidiu descarregar toda a fúria contra o detento, inclusive cometer o homicídio com o desmembramento de parte do corpo, como forma de demonstração e resposta à facção, em razão da perseguição e da intolerância”, explicou o delegado.

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