Homofobia

Professor desabafa após denunciar agressão policial e homofobia no Carnaval de Salvador: "Não cometi crime algum"

João Vitor Dias afirma ter sido agredido por PMs durante folia
20/02/2026 10:28
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Terra
Professor desabafa após denunciar agressão policial e homofobia no Carnaval de Salvador: "Não cometi crime algum"(foto: Reprodução)

Professor desabafa após denunciar agressão policial e homofobia no Carnaval de Salvador: "Não cometi crime algum"

O professor universitário João Vitor Dias da Cruz, de 27 anos, denunciou ter sido alvo de abordagem violenta no carnaval de Salvador, na Bahia, onde afirmou ter sido agredido por policiais militares com golpes de cassetete, ofendido com falas racistas e homofóbicas.

Em entrevista ao portal Terra, ele relatou que, com seu namorado, que é policial militar, e outros dois amigos, possuíam o objetivo de curtir o Circuito Barra-Ondina, mas a situação da confusão teve início após um folião ter começado a ofender o professor com falas homofóbicas.

“Estava eu e meu esposo ali atrás do trio, dançando juntos, curtindo o carnaval. E tinha um cidadão atrás da gente que começou a desferir palavras homofóbicas direcionadas a mim e a meu esposo. Nisso, uma colega, que estava com a gente, dá o dedo para um deles”, relatou João Vitor. Após o gesto, o folião teria se aproximado e um bate-boca começou.

“Esse cara chama ela [nossa colega] de puta e, no momento em que faz isso, nosso outro colega, o marido dela, chega para tirar satisfação. Nisso, três homens que estavam com esse rapaz se aproximam e desferem palavras homofóbicas contra mim. Meu esposo, que é PM, vê a situação e tenta também tirar satisfação em minha defesa”, declarou o professor. No meio do bate-boca, agentes da Polícia Militar apareceram e, sem nem perguntar, os integrantes da corporação o agrediram primeiro.

"Eu falo: ‘Calma, ele é policial’. Meu esposo também fala que é policial e, nesse momento, o mesmo agente que me agrediu dá dois golpes de tonfa no rosto do nosso colega [que defendia a esposa]. Com isso, partiu a testa dele, causando seis pontos, e partiu a boca, causando três pontos. Hoje, esse colega se encontra no hospital, passou por cirurgia e está em um quadro delicado de saúde", lamentou João Vitor.

"Não cometi crime algum"

O namorado do professor foi encaminhado à delegacia apenas com o policial encostando em seu ombro, enquanto os amigos foram apoiando um ao outro por causa dos ferimentos, e João Vitor foi conduzido de maneira mais ostensiva, com o braço torcido. "Nunca, em meus 27 anos, pensei em ser conduzido de forma tão ostensiva quanto fui. Os policiais poderiam intervir, mas de uma forma mais humana e correta. Se eu estivesse errado, ainda entenderia, mas não cometi crime algum. Só estava exercendo o meu direito de curtir. É uma situação muito vexatória", revoltou-se.

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