(foto: Reprodução/Instagram)Wend Caster
Wend Caster, representante das pessoas não-binárias, na corte LGBT+ do Carnaval do Rio de Janeiro, usou as redes sociais, e publicou uma carta aberta, onde desabafou sobre o tratamento considerado discriminatório que teria sofrido, junto a seus colegas de corte, durante o período em que representaram a inclusão e a diversidade na folia.
Através do Instagram, ele relatou que os problemas tiveram início logo depois da eleição, ocorrida em outubro, e prosseguiram até o desfile oficial na Sapucaí, onde o grupo sequer pode contar com camarim para se arrumar.
O trauma maior, segundo Wend Caster, aconteceu durante um ensaio de rua, em que disse ter sido destratado pela porta-bandeira de uma escola do Grupo Especial, que teria inclusive impedido a corte de passar e não ofereceu o pavilhão para ser reverenciado.
Indignado, Wend afirmou que não pretende mais concorrer ao posto de representante da diversidade no carnaval. "Hoje se encerra um sonho. Sonho esse que se tornou um pesadelo e me fez passar por coisas que eu imaginaria que passaria, pois o lugar que deveria ser acolhedor e inclusivo, com atitudes me mostrou ser completamente o oposto de tudo que se é dito e prometido", desabafou, no vídeo.
Wend contou, ainda, que antes mesmo do Carnaval, durante os minidesfiles, promovidos pela Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), no começo de dezembro, se iniciaram os atritos. "Não tínhamos camarim ou espaço para ver as apresentações. Mal tinha água e comida para a gente", lamentou.

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