(foto: iStock)Sexualidade no autismo ainda é tabu e pode render riscos à saúde, diz estudo
A sexualidade de adolescentes com TEA (transtorno do espectro autista) ainda é tratada como um tabu, e um estudo científico indicou que o ato de evitar pode provocar sérios riscos à saúde.
Segundo a pesquisa, publicada na revista Ciência & Saúde Coletiva, e feita na UFAL (Universidade Federal de Alagoas), apesar de pessoas autistas vivenciarem as transformações hormonais da puberdade da mesma maneira que indivíduos neurotípicos, a forma como essas mudanças são percebidas é diferente.
O despreparo para lidar com a sexualidade pode tornar esses jovens mais vulneráveis a ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), gravidez não planejada, violência e até não saber identificar possíveis abusos. O risco é, inclusive, ainda maior entre os que apresentam maior nível de suporte.
A classificação, por sua vez, é definida pelo DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), da APA (Associação Psiquiátrica Americana), e se baseia no grau de ajuda contínua que o indivíduo autista precisa.
“Uma pessoa com grau elevado de suporte pode não conseguir explicar um assédio que sofreu por não saber nomear as partes do seu corpo corretamente ou por não entender o que aconteceu. É importante aprender a nomear as partes do corpo”, explicou a hebiatra Andrea Hercowitz, coordenadora do programa de pós-graduação em Medicina do Adolescente da FICSAE (Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein). “Dizer, por exemplo, que ‘a borboleta está machucada’ pode não deixar claro o problema para pessoas que estejam conduzindo um atendimento médico”, apontou.

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