(foto: Ricardo Stuckert/PR)Brigitte e Emmanuel Macron
O tribunal de Paris condenou, nesta última segunda-feira (5), dez pessoas que foram acusadas de difamar e assediar Brigitte Macron, primeira-dama da França, alvo de boatos nas redes sociais que alegavam, de forma falsa, que seria um homem.
Os rumores começaram a circular após a eleição de Emmanuel Macron, em 2017, e ganharam grande repercussão internacional, principalmente nos Estados Unidos. A desinformação foi impulsionada por figuras da extrema-direita do país. As teorias da conspiração diziam que ela nasceu com o nome de Jean-Michel Trogneux, que é, na verdade, o nome de seu irmão.
Em 2024, Brigitte Macron recorreu à Justiça francesa, relatando que as acusações sobre uma suposta transexualidade tiveram impactos diretos em sua vida pessoal e familiar. Segundo ela, seus netos chegaram a ouvir comentários de que “a avó deles seria um homem”.
O tribunal francês considerou que os acusados agiram com intenção deliberada de “causar dano, utilizando termos depreciativos sobre seu sexo e insinuando, inclusive, uma falsa ligação com pedofilia.”
Oito dos réus receberam penas entre 4 e 8 meses de prisão, todas com suspensão condicional. O nono acusado, que não compareceu à audiência, foi condenado a 6 meses de prisão. A décima pessoa julgada foi obrigada a participar de um curso de conscientização sobre prevenção ao ódio na internet. Além das condenações, os envolvidos estão proibidos de acessar redes sociais por um período de seis meses.

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