(foto: Rob Maxwell na Unsplash)Bandeira LGBTQIAPN+
O Brasil recentemente figurou entre os países com o maior número de atletas abertamente LGBTQIA+ nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Foram 24 atletas, o dobro em comparação com Tóquio, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com 29.
A representatividade LGBTQIA+ no esporte tem ganhado cada vez mais espaço, inclusive no universo digital, onde aplicativos de apostas que destacam atletas de diferentes perfis refletem essa diversidade. Saiba quando apostar e quando parar.
Cada vez mais atletas se assumem abertamente LGBTQIA+. Esse crescimento não acontece do nada, mas sim por um impulsionamento claro de fatores:
Historicamente, mulheres aparecem em maior número entre atletas assumidas. Já a presença trans e não binária tende a oscilar de acordo com regras e restrições de federações e competições, pois é um tema que pede cobertura cuidadosa, contextualizada e atenta às políticas que moldam quem consegue competir com segurança e dignidade.
A representatividade fica mais forte quando vem acompanhada de alto rendimento e legado, e isso existe em várias modalidades. Vamos para alguns exemplos famosos!
Martina Navrátilová é uma das maiores tenistas da história, recordista de títulos, e virou também um símbolo global de visibilidade LGBTQIA+. Após se revelar bissexual ao jornalista Steve Goldstein (New York Daily News), foi exposta publicamente.
Porém, ela transformou o episódio em força e, mais tarde, passou a atuar de forma constante na defesa dos direitos LGBTQIA+, criticando a homofobia na mídia e participando de marchas, campanhas e ações políticas, mesmo após enfrentar o câncer de mama.
Billie Jean King, ex-número 1 do mundo e dona de uma carreira repleta de títulos, cresceu em uma família cristã conservadora, casou-se em 1965 com Larry King e, durante o casamento, passou a compreender melhor sua sexualidade.
Embora não tenha se assumido publicamente naquele momento, a sua orientação veio a público no início de 1981, a partir de um processo de pensão alimentícia movido por sua ex-parceira, Marilyn Barnett, o que resultou na perda de grande parte de seus patrocínios e contratos publicitários, mas desde então, ela se tornou uma ativista engajada pelos direitos LGBTQIA+.
Ian Thorpe, ícone australiano do nado livre e um dos nadadores mais premiados da história, foi o grande destaque das Olimpíadas de Sydney 2000 ao conquistar três ouros e duas pratas.
Após anos negando rumores sobre sua homossexualidade, ele se assumiu publicamente em 2014, em entrevista à BBC, afirmando que ninguém deveria se sentir como ele se sentia e que todos merecem estar confortáveis consigo mesmos, revelando também uma longa luta interna marcada por depressão, alcoolismo e abuso de drogas, que o levou à reabilitação.
O Brasil também conta com diversos esportistas que se assumiram, como:
O legado da visibilidade de atletas LGBTQIA+ no esporte vai além de medalhas e recordes. Ele se consolida na criação de ambientes mais seguros desde a base, onde jovens atletas possam treinar e competir sem medo de discriminação, esconderijos ou abandono precoce.
Quando referências assumidas ocupam o alto rendimento, elas ampliam o imaginário do que é possível, fortalecem a autoestima de quem está começando e pressionam clubes, escolas e federações a adotarem políticas de acolhimento, formação de treinadores e protocolos de proteção.
Dessa forma, a representatividade deixa de ser apenas simbólica e se transforma em ferramenta concreta de permanência, desenvolvimento e inspiração para novas gerações de atletas LGBTQIA+.

