Vivemos em uma era em que dados se tornaram o ativo mais valioso do mundo. Empresas que conseguem coletar, analisar e transformar essas informações em estratégias inteligentes estão à frente da concorrência, enquanto outras, que ainda resistem à transformação digital, correm o risco de se tornarem irrelevantes. O Data Science, ou Ciência de Dados, surge como a ferramenta essencial para navegar nesse novo cenário, influenciando desde as decisões empresariais até inovações no setor de saúde, finanças, logística e muito mais.
Para entender melhor como a Ciência de Dados está moldando o futuro dos negócios e qual o papel do cientista de dados nesse processo, conversamos com Jessy James Santana. Com experiência internacional em países como Brasil, Reino Unido, Angola e Estados Unidos, Jessy é especialista no assunto, tendo contribuído para projetos que revolucionaram a eficiência operacional de empresas em diversos setores. Nesta entrevista, ele compartilha sua visão sobre como os dados estão transformando o mundo corporativo e o que esperar dessa revolução.
Entrevistador: Para começar, o que realmente significa Data Science e por que ele se tornou um dos campos mais valorizados no mundo dos negócios?
Jessy James Santana: Data Science, para mim, é a arte de transformar grandes volumes de dados em insights valiosos. Combinando estatística, programação e machine learning, conseguimos não só entender o que aconteceu no passado, mas também prever o futuro. O crescimento desse campo vem da necessidade que as empresas têm de tomar decisões baseadas em fatos, não mais em intuições. E, com a quantidade absurda de dados gerados todos os dias, a demanda por profissionais capazes de interpretar essas informações explodiu nos últimos anos.
Entrevistador: Os dados são frequentemente chamados de “o novo petróleo”. Você concorda com essa comparação?
Jessy James Santana: Concordo completamente. Assim como o petróleo impulsionou a Revolução Industrial, os dados estão impulsionando a Revolução Digital. Empresas como Google, Amazon e Tesla prosperam porque sabem como extrair valor dos dados que coletam. Mas, assim como o petróleo, os dados precisam ser refinados. Não basta coletar informações; é preciso analisá-las e transformá-las em algo útil. E é aí que o Data Science entra, trazendo vantagem competitiva para quem sabe usá-lo bem.
Entrevistador: Quais setores você vê como os mais avançados na adoção de Data Science?
Jessy James Santana: Setores como Finanças, Tecnologia, Marketing e E-commerce saíram na frente. Bancos usam dados para análise de crédito, empresas de tecnologia para melhorar produtos e o e-commerce para personalizar a experiência do cliente. Mas vejo a área da Saúde ganhando espaço rapidamente, especialmente com a aplicação de IA para diagnósticos e tratamentos personalizados. O setor governamental também está investindo cada vez mais em dados, seja para segurança pública ou para o desenvolvimento de políticas mais eficazes.
Entrevistador: E como o Data Science está revolucionando o setor da saúde?
Jessy James Santana: O impacto é gigantesco. Estamos falando de diagnósticos mais rápidos e precisos, usando IA para analisar exames de imagem, por exemplo. Além disso, algoritmos conseguem prever surtos de doenças com base em dados de diferentes regiões, o que ajuda na preparação de sistemas de saúde. E o mais impressionante: hoje já é possível personalizar tratamentos com base no perfil genético de cada paciente, algo que antes parecia impossível. Isso não só melhora o resultado dos tratamentos, mas também reduz custos, porque evita abordagens que não funcionariam para aquele paciente específico.
Entrevistador: Quais são os maiores desafios que as empresas enfrentam ao implementar Data Science?
Jessy James Santana: O primeiro desafio é a falta de profissionais capacitados. O mercado está aquecido, mas ainda há um déficit enorme de cientistas de dados. Outro ponto crítico é a coleta e estruturação dos dados. Muitas empresas têm dados espalhados em diferentes sistemas, o que dificulta a análise. E, claro, temos as questões regulatórias, como a LGPD no Brasil e o GDPR na Europa, que exigem cuidados extras com a privacidade dos dados.
Entrevistador: Data Science e Inteligência Artificial caminham juntas. O que você espera do futuro dessa relação?
Jessy James Santana: Sem dúvida, caminham lado a lado. IA depende de dados para aprender, e o Data Science fornece exatamente isso. O futuro é promissor: modelos preditivos cada vez mais sofisticados, machine learning automatizando processos complexos e deep learning revolucionando áreas como a medicina e a indústria. Empresas que souberem integrar IA e Data Science terão uma vantagem competitiva enorme nos próximos anos.
Entrevistador: Para quem quer entrar no mundo de Data Science, quais são os primeiros passos?
Jessy James Santana: Comece aprendendo as bases: Python, SQL e estatística. Depois, aprofunde-se em machine learning e deep learning. O mais importante é praticar: participe de projetos, contribua com open source e trabalhe com dados reais. E, claro, nunca pare de estudar. A tecnologia muda rápido, e o profissional que se mantém atualizado sempre estará um passo à frente.
Entrevistador: Para encerrar, você acredita que todas as empresas precisarão ser data-driven no futuro?
Jessy James Santana: Sem dúvida. No futuro, todas as empresas serão de tecnologia, porque todas precisarão de dados para sobreviver. Quem não adotar uma cultura baseada em dados, vai ficar para trás. E eu estou animado para continuar ajudando empresas a fazer essa transição e explorar todo o potencial que o Data Science oferece.
Para saber mais sobre o trabalho de Jessy James Santana, acompanhe-o no LinkedIn e no Instagram @jessysan.
Por: Nathália Pimenta