(foto: iStock)Corrimento, coceira e odor podem indicar desequilíbrio da flora vaginal
Vulvovaginites e vaginoses, doenças definidas por sintomas como corrimento, coceira, odor desagradável ou ardor na região íntima, estão entre as principais queixas nos consultórios de ginecologia no Brasil.
De acordo com dados da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), os dois problemas motivam cerca de 40% das consultas. Além do desconforto, essas condições também podem causar dor ao urinar ou durante a relação sexual.
A infecção mais frequente associada a esses sintomas é a vaginose bacteriana (VB), seguida da candidíase vulvovaginal (CVV) e da tricomoníase. Apesar de serem tidos como comuns, as infecções íntimas ainda carregam tabus. "Muitas pacientes chegam com vergonha, porque são taxadas de que a higiene delas é ruim, ou de que elas são promíscuas, e por isso que elas estariam com aquele tipo de vulvovaginite. Mas a grande realidade não é essa", declarou a ginecologista e obstetra Marcela Mc Gowan, durante evento à imprensa feito em São Paulo (SP), pela farmacêutica Libbs.
O desequilibrio de uma flora vaginal é a principal razão por trás de doenças do tipo: o conjunto de microrganismos que habita a vagina é como uma "tropa" microscópica de bactérias cuja principal arma é a acidez. Os principais aliados nesse quesito são os lactobacilos, bactérias responsáveis por manter esse PH baixo e dificultar a proliferação de micróbios nocivos. Se esse equilíbrio se rompe, surge espaço para infecções.
O desbalanceamento da flora vaginal também é mais comum em mulheres com o sistema imune comprometido, bem como em diabéticas, sendo, ainda, mais recorrente durante períodos específicos da vida, já que a microbiota da vagina está em mudança contínua.
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