(foto: iStock)Epidemia? Micropênis é condição rara e exige avaliação médica, dizem especialistas
Embora não haja evidências científicas de aumento de casos de micropênis em crianças ou adultos no Brasil, uma "epidemia de micropênis" virou assunto nas redes sociais.
A pesquisa, revelada no 40º Congresso Brasileiro de Urologia, avaliou 99 crianças e nenhuma apresentava micropênis. Ainda assim, 24% dos pais acreditavam que o tamanho do pênis do filho estava abaixo do normal, mesmo quando o exame médico mostrava desenvolvimento adequado para a idade.
Na vida adulta, o micropênis é definido quando o comprimento do pênis em ereção está 2,5 desvios-padrão abaixo da média populacional. Na prática, isso corresponde a um pênis adulto com menos de 7 centímetros de comprimento em ereção.
Estudos populacionais indicam que o comprimento médio do pênis adulto em ereção gira em torno de 13 centímetros. A condição de micropenia é rara, com incidência estimada em cerca de 1,5 caso para cada 10 mil homens, segundo dados da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (National Library of Medicine).
"Estamos vendo um movimento preocupante de banalização de diagnósticos complexos e de incentivo ao uso indevido de hormônios, o que pode trazer consequências graves e irreversíveis", afirmou Roni Fernandes, presidente da SBU. Os médicos reforçam que o micropênis é uma condição rara e que o diagnóstico exige avaliação clínica criteriosa, realizada por médicos especializados.
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