(foto: iStock)Pessoas trans evitam atendimento de saúde por medo de discriminação no Brasil, diz estudo
Uma pesquisa apontou que parte da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil evita a busca de cuidados de saúde por medo de sofrerem discriminação, sejam vindas de rede pública quanto privada.
Os dados divulgados pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) trouxe à tona desigualdade latentes no serviço de saúde com foco nas pessoas trans e travestis. Segundo o levantamento, 94% já sofreram violência ou discriminação no atendimento à saúde.
A pesquisa, apontou que cerca de 62% evitaram buscar serviços de saúde por medo de preconceito. Outras 36% disseram que já foram recusadas em atendimentos por serem trans, e 78% acreditam que o Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece atendimento adequado à população trans.
Os resultados surgiram após a ouvidoria de 1.100 pessoas de todos os estados do Brasil, por volta de 2023. Para o secretário nacional de Políticas LGBTQIA+ da CUT, Walmir Siqueira, o SUS tem pontos positivos como oferecer tratamento gratuito para pessoas que vivem com HIV, mas deveria garantir atendimento universal e igualitário.
“Exemplo claro está na dificuldade de homens trans realizarem consultas ginecológicas, ou de mulheres trans acessarem urologistas, serviços muitas vezes recusados ou tratados com despreparo. O SUS não atende esse tipo de questão e mesmo na rede particular, as soluções são escassas e caras. Às vezes, nem no particular você tem”, declarou Siqueira.

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