(foto: iStock)Monogamia humana fica atrás de outras espécies, aponta estudo
Uma pesquisa científica revelou que os seres humanos não ocupam o topo do ranking entre as espécies que são adeptas à monogamia num relacionamento amoroso.
De acordo com a pesquisa, publicada na revista Proceedings of the Royal Society: Biological Sciences, foi conduzida pelo antropólogo evolucionista Mark Dyble, do Departamento de Arqueologia de Cambridge. Foi adotado uma métrica genética a proporção de irmãos completos (ou seja, com o mesmo pai e mãe) em relação ao número de meio-irmãos.
A lógica é que, em espécies que tendem à monogamia, predominam filhos do mesmo casal. Já em sistemas de acasalamento múltiplo, o padrão é de paternidades e maternidades misturadas. Para tal, foi desenvolvido um modelo computacional que relaciona dados de parentesco, obtidos de análises genéticas recentes, a estratégias reprodutivas conhecidas.
O método foi aplicado a diversas espécies de mamíferos e a conjuntos de dados humanos provenientes de sítios arqueológicos da Idade do Bronze na Europa, assentamentos neolíticos na Anatólia e registros genealógicos de 94 sociedades estudadas pela antropologia.
Os humanos apresentam uma taxa média de 66% de irmãos completos. Entre outros primatas, os valores são muito inferiores: gorilas-das-montanhas registram 6%, chimpanzés ficam em 4,1% (patamar semelhante ao de golfinhos) e alguns macacos chegam a 1% ou menos.

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