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Trisal com filha de 6 anos deixam o Brasil após terem documentos negados por decisão do CNJ

Família poliafetiva enfrenta impasse após decisão do judiciário e se muda para o Uruguai
25/02/2026 10:05
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Trisal com filha de 6 anos deixam o Brasil após terem documentos negados por decisão do CNJ(foto: Divulgação)

Trisal com filha de 6 anos deixam o Brasil após terem documentos negados por decisão do CNJ

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) proibiu a emissão dos documentos oficiais de uma criança de 6 anos, que é filha de uma mãe e dois pais, ainda que tenha sido registrado em sua certidão de nascimento.

Maria Luiza é filha de Kelly Carla da Silva, Luiz Carlos Flaquer Rocha e Rafael Chagas Pereira Lopes. O casal, que está junto há 11 anos, reuniam documentos para registrar em cartório a união estável a três, mas foram barrados pela instituição pública.

O designer Rafael, de 30 anos, tinha 13 quando começou a namorar Kelly, de 31, que é maquiadora. Aos 15, ela engravidou, e eles foram morar juntos, mas Kelly perdeu o bebê logo depois, tendo ficado juntos até os 18 e, depois de uma briga, se separaram. Luiz Carlos, de 42, já fazia parte do grupo de amigos do casal e se aproximou mais de Rafael. Os dois iniciaram um relacionamento que durou um ano e meio, e depois de uma briga com Luiz, Rafael voltou para Kelly.

O designer ainda possuía uma viagem a trabalho marcada com Luiz a negócios para a Bahia, em Salvador, em 2007, e se envolveram novamente, onde propuseram, após convidar Kelly, para participar da viagem, e selaram, então, o relacionamento a três.

Há sete anos, veio a notícia de que Kelly estava grávida de um dos dois biologicamente, mas dos dois afetivamente. Em consenso, ambos não fizeram o exame de DNA. “No parto, até o diretor do hospital foi conhecer a gente”, contou Luiz, em entrevista ao site do Sindicato dos Oficiais de Registro Civil de Minas Gerais.

A família, inclusive, planejava firmar a união em cartório, mas lamentou as reviravoltas jurídicas. “Tínhamos feito um contrato particular, prevendo união parcial de bens, como um casamento, mas tiraríamos a união estável. Para mim, foi uma tristeza. Prova que o Judiciário é falho, não está atento”, disse o homem. Atualmente, eles se mudaram para o Uruguai, e, assim como outras famílias poliafetivas, buscam saídas após a resolução do CNJ.

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